A pré-história do homem americano e suas origens

A pré-história do homem americano é alvo de vários estudos entre os historiadores. É fato que, antes mesmo de Colombo sair em busca do “Novo Mundo”, em 1492, pessoas já habitavam o continente americano. Conforme vão surgindo os estudos sobre o caso, acreditasse que esses primeiros povos vieram para as Américas através de uma ponte de terra que ligava a Sibéria ao Alasca no final da chamada Era do Gelo (cerca de 12.000 anos atrás).

Esses primeiros povos são chamados de Nativo Americanos. Vindos da Ásia por um enorme corredor de gelo que existia ligando os continentes devido ao baixo nível do mar. Outra teoria afirma que esses povos tinham algum tipo de tecnologia de navegação que permitiu sua migração através da navegação do Pacífico.

Denominados de nativos americanos pelos historiadores, esse povo deixou pelas terras da América do Norte e América do Sul evidências tanto de sua existência quanto seus costumes. Contudo, a falta de evidências e registros históricos dificulta  o completo entendimento da vida pré-histórica nos continentes americanos.
Existem muitas teorias e hipóteses, porém a mais aceita no momento é de que houve uma migração durante a era glacial a partir da Ásia pelo Estreito de Bering.

Teoria do Estreito de Bering

A pré-história do homem americano
A pré-história do homem americano

A pré-história das Américas começa com a migração das pessoas para essas áreas conforme se acredita vindo a partir da Ásia de acordo com a teoria do Estreito de Bering e os primeiros povos da América do Sul norte e central vieram a partir dos atuais territórios conhecidos como Sibéria e Mongólia no auge da Era do Gelo cerca de 10 mil A.C. a 40 mil A.C.

O que hoje é conhecido como o Estreito de Bering Gui há cerca de 100 mil anos era uma estreita faixa de gelo que ligava o continente asiático ao continente americano. Esses pequenos povos, em busca de sobrevivência, teriam seguido a fauna como bisões e mamutes, que migraram para a América do Norte.

O período da pré-história das Américas, paleoameríndios, Estima-se que ocorreu entre 10.000 e 8000 antes de Cristo quando os nativos americanos ainda eram nômades e viviam em deslocamento constante seguindo o rebanho de animais de grande porte, como mamutes ou mastodontes.

Arqueológico mais importante desse período é chamado de A ponta de Clóvis, nomeado assim pois foi encontrado no Sítio Arqueológico de Clóvis, no Novo México, e acredita que era usado para caça. Pontas de Pedra similar foram encontradas em toda a América do Norte.

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Ponta Clóvis. As duas faces da ponta e no centro, a ponta vista de lateralmente

Contudo, essa teoria não se sustenta atualmente devido a descoberta de dois novos achados. Em 1976, em Monte Verde, sul do Chile, lenhadores desenterraram presas de um mastodonte. O arqueólogo Tom Dillehay desde então, vem trabalhando e já encontrou evidências de um grupo com horizonte cultural paleoíndio. Os achados vão desde ferramentas de pedras até uma pegada de um menino, de 13 cm de comprimento, gravada em argila.


Estas descobertas contradizem alguns fatos da Teoria de Bering, como por exemplo, a distância percorrida pelos nativos. Se, conforme reconhecido em março de 1998 da Sociedade Americana de Arqueologia, o grupo descoberto em Monte Verde deveria estar a 15.000 km de Bering, e seus antepassados teriam gasto cerca de 15.000 anos para percorrer a distância que separa o Alasca do sul do Chile, não haveria como eles estarem naquele local. Portanto, leva-se a conclusão que o homem penetrou na América, no mínimo, há pelo menos 27.500 anos.

A seguir um vídeo sobre curiosidades sobre A pré-história do homem americano, onde acharam o esqueleto mais antigo das américas – Luzia:

Outra descoberta mais recente que contradiz a teoria foi descoberta da existência de dois ossos da coxa de uma mulher batizada de Arlington, encontrada na Califórnia e datada de 13.000, feita pelos arqueólogos do Museu de História Natural de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos; John Johnson e Lisa Urone.

Período Arcaico

Considerado como Período Arcaico situa-se entre 8 mil A.C e1000 A.C e tinha algumas semelhanças com o período anterior. Caça e movimentação constante ainda eram a principal forma de sobrevivência dos nativos americanos. No entanto, o Período Arcaico tinha algumas diferenças importantes com relação ao Período Paleoamericano.

Mudanças climáticas (tempo quente e seco substituiu o tempo frio e úmido da Idade do Gelo) permitiram que as pessoas tirassem maior proveito das terras ao redor. Além de caçar, os nativos americanos desenvolveram anzóis feitos de osso, ferramentas de pedra, e as redes para a captura de peixes, além do maior uso dos recursos florestais do que antes.

Woodland

Período que sucede o Arcaico, os anos entre 1000 A.C e 800 D.C. Nesse período, os nativos passaram a usar incêndios para limpar áreas florestais para cultivar seus grãos. Sendo essa uma das maiores conquistas da história, quando eles começaram a dominar a agricultura e domesticar plantas, como o girassol e outros pequenos grãos.

Além da oferta de grãos e outros alimentos para complementar a dieta de caça e pesca, estimasse que nesse período surgiu também as primeiras peças e utensílios feitos de cerâmica. Também foi desenvolvido um pequeno comércio entre os povos nativos americanos.

Mississipiano

Esse período se destaca pelo uso extensivo da agricultura, substituindo a caça como a principal fonte de nutrientes dos nativos americanos. Nesse momento, os homens pré-históricos das Américas limpavam grandes áreas de florestas para o cultivo de plantas, utilizando ferramentas de pedra para o cultivo de alimentos, principalmente o milho

O fogo também era usado para auxiliar na caça. Colocando fogo em pastos perto de grandes rebanhos, eles forçavam os animais a correrem para a direção que desejavam, onde eram mais facilmente abatidos com as lanças dos caçadores. Isso ainda mantinha campos abertos cobertos de grama, o que atraia rebanhos de bisões e outros animais.

Também começavam as surgir as aldeias permanentes, com o uso de madeira para a construção de casas mais fortificadas. Cascas, troncos, galhos e folhas eram os principais materiais para a construção de moradias mais condizentes com seu novo estilo de vida sedentário.

Conforme registro do final do século 17, escrita por Roger Williams, que explicou como índios de Narragansett construíram suas casas:

“Eles coletam estacas nos bosques, e fixam a maior parte final delas no chão… e curvando os topos deles na forma de um arco, eles ligam-os conjuntamente com a casca de árvores de noz, que é maravilhosamente dura.”



Claro que nem todas as construções dos nativos americanos eram similares, já que o tipo de região e a disponibilidade de material ditava como as casas deveriam ser feitas e o conhecimento do trabalho com cada tipo de material era passado de geração em geração, o que fazia parte das características e cultura de cada povo.

A pré-história do homem americano e o contato com os europeus

A chegada de povos da Europa marcou fortemente o declínio populacional e cultural dos povos nativos nas Américas. O sistema imunológico não estava preparado para as novas doenças trazidas pelos colonos, além das guerras e disputas pelas terras contribuíram para que, em pouco tempo, a estrutura social, culturas e práticas cotidianas de diversas tribos nativas americanas entraram em colapso.

A falta de uma estimativa de quantas pessoas viviam nas Américas antes do contato com os colonizadores também dificulta algumas conclusões sobre a vida dos povos pré-históricos nativo americano.
Se haviam poucos nativos, a alegação de que as terras estavam disponíveis para quem quisesse pegá-la e explorá-la ganha mais força, contudo, se haviam muitos nativos que cultivavam suas terras, a hipótese de um roubo de propriedade e desumanização dos habitantes locais, chamando-os de “selvagens”, já se torna mais plausível.

Ainda há um debate sobre a influência dos povos nativos sobre a terra, deixando em dúvida se eles tinham a capacidade de modificar o ambiente ao seu redor ou se apenas migravam de um ponto ao outro caçando e sobrevivendo do que conseguiam pegar de forma mais simples, como alegavam os colonizadores.
Contudo, apesar dessa discordância entre os historiadores, existem muitas provas de que os povos nativos americanos podem ser considerados os verdadeiros “descobridores da América” e constituem o período da pré-história do homem americano.

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