Cultura Para Todos: Acervo Da Caixa Reflete A História do País e da População

Segunda-feira é dia de refletir sobre a importância de democratizar e investir em cultura no Brasil e, nesta reportagem da série “Cultura para Todos”, a gente vai mostrar como surgiu o relevante acervo histórico do banco, que reflete a trajetória do país e da população, desde quando o Brasil ainda era uma monarquia, sendo governado por um imperador, até os dias atuais.

Mas, antes de começar, hoje também é dia de despedida: a série “Cultura para Todos” termina com essa matéria. Foram mais de dois meses apresentando as curiosidades da CAIXA Cultural, com muita história bacana, em sete capitais do país. Foi bom enquanto durou. A gente segue agora com o último capítulo da série especial. Vamos lá!

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Para falar do acervo, vamos contextualizar: a CAIXA foi criada em 1861, com a assinatura do decreto 2.723 por Dom Pedro II, com o objetivo de guardar “pequenas economias das classes menos abastadas”, inclusive as dos escravos que poupavam para comprar a sonhada liberdade. Concebia também empréstimos sob garantia de penhor.

De lá para cá, ao longo de 162 anos, o banco acompanha os menos favorecidos, assim como as transformações sociais do Brasil. Nas muitas mudanças e evoluções, empregados da CAIXA, de diversas cidades, se preocuparam em guardar bens memoráveis ao longo do tempo, como documentos, fotos, equipamentos, que testemunharam as alterações que o país, a economia e a sociedade passaram.

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Di Cavalcanti – São João

A aquisição de obras artística começou em 1968, quando a CAIXA passou a administrar a Loteria Federal e a artista Djanira foi contratada para ilustrar os bilhetes das extrações especiais: Inconfidência Mineira, São João, Independência do Brasil e Natal. Posteriormente, outros artistas foram convidados para criar ilustrações e o acervo passou a ter obras de Di Cavalcante, Aldemir Martins, Rebolo, Clóvis Graciano, Glauco Rodrigues, Carlos Bastos, Carlos Scliar, entre outros, totalizando mais de cem obras.

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Com a unificação das caixas estaduais em 1970, a gestão do banco foi centralizada para a sede da instituição na capital federal. Iniciou-se o interesse por reunir materiais históricos guardados por funcionários, como conta o livro “CAIXA Cultural: 35 anos promovendo arte, cultura e inclusão social”:

“Walter Gribel, da filial do Rio de Janeiro, conservava a arca-forte de madeira, usada para a guarda dos primeiros valores entregues ao Monte de Socorro, em 1861. Cláudio Medeiros, o gerente de loterias da época, identificou a existência da primeira roleta de sorteios e, também, de um acervo constituído por álbum de todas as extrações com estampa de numeração zero,” cita a obra.

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Bilhete de Loteria de 1914

Houve, neste período, uma proposta de criação de um museu lotérico, mas o acervo era tão rico que acentuou-se também a ideia de montar um museu economiário. Em 1976, foi formada uma comissão para trabalhar o acervo, com a participação de funcionários e museólogos do mercado. A equipe tinha a missão de realizar estudos e planejar a estrutura do museu, que ocuparia o anexo do prédio da matriz da CAIXA.

“A medida (ata nº 300) capacitava os profissionais para elaborarem pesquisa histórica, conhecerem as metodologias mais eficazes de catalogação e preservação de acervos, classificação de documentos, além de noções básicas sobre legislação cultural e leis de incentivos e tombamentos patrimoniais”, destaca o livro.


No desafio de buscar documentos, fotos, móveis e máquinas para montar uma exposição com a história da CAIXA, o grupo viajou para vários estados. As peças eram enviadas e reunidas em Brasília. Algumas passaram pelo processo de restauração. E assim nascia o Museu da CAIXA.

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Caderneta de poupança do escravo Lourenço
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Máquinas manuais e elétricas de escrever

Entre as peças, dos séculos XIX e XX, há no acervo máquinas manuais e elétricas de escrever e de calcular; máquinas de registro e também um aritmômetro, que realiza somas, subtrações, multiplicações longas e divisões diretas, produzido entre os anos de 1851 e 1915.

“Cada máquina emudecida no Museu da CAIXA traz à lembrança do ser humano que um dia tocou suas teclas, girou suas manivelas e, em seu cotidiano, ajudou a edificar este país”, disse o ex-presidente do banco João Figueiredo, durante a inauguração do Conjunto Cultural da Caixa, em 1980, na capital do Brasil.


Esse foi primeiro espaço cultural instituído pelo banco. Além do museu, que ocupava todo o térreo da unidade, havia também um auditório, uma biblioteca e uma pinacoteca. Aos poucos, o espaço ficou conhecido por oferecer programação cultural.

Obras de arte:

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Obras de arte

Em 1986, a CAIXA incorporou o acervo do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), com 246 obras em que predominam artistas do período modernista, como Antônio Bandeira, Ângelo Cannone e Manabu Mabe, com temática voltada à simbologia das paisagens brasileiras.

Com o patrocínio do banco aos salões e premiações de arte, foram adquiridos trabalhos como os de Fani Bracher, Humberto Espíndola, Danúbio Gonçalves e Leon Ferrari. Em 1998, somaram ao acervo oito obras dos artistas Antônio Poteiro, João Câmara, José Roberto Aguilar, Daniel Senise e Carmela Gross, com o tema “500 anos do Brasil”, da Coleção V Centenário.

Em homenagem à capital federal, como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Coleção Brasília foi constituída ao acervo com trabalhos de Wagner Hermuche, Takashi Fukushima, Newton Mesquita, Raul Córdula, Fani Bracher e Marília Kranz.

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Madeleine Colaço – Tintureiros II

Há ainda obras cedidas ao Acervo CAIXA, como os trabalhos de Carlos Maturana (Bororo), Kazuyo Yasoyama, Maciej Babinski, Dionísio Del Santo e Maria Bonomi; a série fotográfica Caixa Populi, com curadoria de Emidio Luisi, e as esculturas em aço de Nicolas Vlavianos, que fazem parte da Coleção Exposições. 

Acesso ao acervo:

Em 2022, período de aquecimento posterior à pandemia do novo coronavírus, as programações do Acervo CAIXA promoveram 64,5% da visitação da CAIXA Cultural. Foram 19 projetos envolvendo o acervo do banco, com mais de 96 mil visitantes.

Atualmente, há peças do acervo em todas as unidades da CAIXA Cultural: os espaços oferecem mostras e mediações sobre a história dos espaços em períodos específicos. Para ficar por dentro da programação, acesse o site da CAIXA Cultural.

Em Brasília, o público pode ter acesso visitando a Galeria Acervo. Já na unidade de São Paulo, o Museu da CAIXA mantém a atmosfera de trabalho dos anos 1930, com fotos, móveis, equipamentos e ambientes especialmente preservados.

No Rio de Janeiro, a CAIXA Cultural apresenta a exposição “Um passeio pelo tempo. Dos anos 50 aos 90 no Acervo CAIXA”, que abrange um período importante no cenário artístico do país: a segunda metade do século passado.

O acervo documental-histórico da CAIXA e o acervo da memória do BNH também são bases para importantes pesquisas acadêmicas em temas como economia popular, microcrédito e desenvolvimento urbano.

Saiba mais no site da Caixa

Para o banco, valorizar a cultura é um importantíssimo fator de inclusão social. Com foco em garantir “Cultura para Todos”, de forma democrática, a CAIXA abriu seleção pública para patrocinar projetos de artes visuais, cinema, dança, música, teatro e vivências. Os espaços culturais da CAIXA contam com programação de qualidade, gratuita ou com preços acessíveis. Para saber informações sobre a programação, acesse o site da CAIXA Cultural.

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