Entenda o processo de formação do relevo

A formação do relevo é defendida devido às irregularidades contidas na superfície da terra. Consideramos que a sua formação pode ter duas origens distintas, que são provenientes de fatores endógenos (internos) e exógenos (externos).

Podemos definir o relevo como as formas da superfície de um planeta. Esse relevo terrestre se origina e se transforma sob a interferência dos dois tipos de agentes.

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A formação do relevo é defendida devido às irregularidades contidas na superfície da terra
A formação do relevo é defendida devido às irregularidades contidas na superfície da terra

Formação do relevo

Agentes formadores de relevo

Como dito anteriormente, existem dois fatores que interferem diretamente no processo de formação do relevo, podem ser divididos em fatores externos e internos chamados de: endógenos (internos) e exógenos (externos).

Fatores endógenos

Esses fatores internos chamados de endógenos, interferem na formação do relevo são por meio do tectonismo (movimento de placas tectônicas) e o vulcanismo (atividades de vulcões).

Sendo que, o tectonismo influencia na formação de relevo por meio das acomodações das placas que podem ser de aproximação ou de afastamento. Os movimentos dessas placas é provocado pela quantidade de calor existente dentro da Terra, criado pelo magma presente no núcleo terrestre, dando origem às correntes de convecção que podem ser convergentes e divergentes: a primeira quando as placas se chocam e a segunda quanto se afastam.

Já o processo de vulcanismo interfere na formação do relevo quando existe uma grande pressão no interior da Terra causadas também pela movimentação do magma, fazendo com que as camadas mais superficiais da crosta se rompem, expelindo lava para a superfície.

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Já o processo de vulcanismo interfere na formação do relevo quando existe uma grande pressão no interior da Terra causadas também pela movimentação do magma, fazendo com que as camadas mais superficiais da crosta se rompem, expelindo lava para a superfície

Fatores exógenos

No caso dos fatores exógenos (externos), são formadas as alterações no relevo por meio de erosões. Nesses casos, o relevo sofre alterações, pois o escoamento, por exemplo, das águas o desgasta dando a ele gradativamente novas formas, como naquele ditado “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”.

Podemos citar as erosões pluviais e fluviais como principais agentes externos no processo de formação do relevo terrestre, no entanto existem outros agentes que podem causar alguma alteração.

No caso das geleiras, também são capazes de promover modificações no relevo através da erosão glacial, principalmente por meio das avalanches e porções de rochas se desprendem do topo, alterando, assim, o relevo do local. Também existe a modificação do relevo por meio da ação dos ventos, denominada erosão eólica.

O homem também é um agente externo de forte expressão no processo de transformação e formação do relevo, possuindo modificações são provenientes estritamente das atividades e das relações humanas. O homem, através do trabalho, transforma o relevo segundo os interesses econômicos ou mesmo para habitação.

Desta forma, os principais agentes formadores de relevo pelo ambiente externo são:

  • Ação das águas: erosão pluvial (provocada pela águas da chuva), erosão fluvial (provocada pelas águas de rios, um exemplo conhecido é o rio Colorado que formou o Grand Canyon, nos Estados Unidos), erosão marinha (provocada pelas águas do mar, através da colisão das ondas com a costa essa tem seu relevo transformado)
  • Ação das geleiras: a erosão das geleiras, ou erosão glacial, que ocorre quando acontece uma avalanche deslocando juntamente com o gelo uma quantidade de rochas e solos, fato que transforma o relevo.
  • Ação dos ventos: os ventos atuam, em especial, no litoral e no deserto, agindo constantemente na formação e transformação do relevo, denominada de erosão eólica.
  • Ação humana sobre o relevo: por meio da construção de moradias, desvios de rios, extração de minérios, etc. Considerada como uma modificação do relevo de forma artificial.
Erosão fluvial (provocada pelas águas de rios, um exemplo conhecido é o rio colorado que formou o grand canyon, nos estados unidos)
Erosão fluvial (provocada pelas águas de rios, um exemplo conhecido é o rio Colorado que formou o Grand Canyon, nos Estados Unidos)

Formação de relevo brasileiro

relevo brasileiro possui uma formação bastante antiga que resulta, principalmente, da sucessão de ciclos climáticos e da ação das forças internas da Terra, como a movimentação das placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo.

Desta forma, existem diferentes classificações do relevo brasileiro, cada uma obedecendo a um critério. Dentre as mais conhecidas podemos citar:

  • 1940 pelo professor Aroldo Azevedo, que utilizou como critério o nível altimétrico.
  • 1950 pelo professor Aziz Ab´Saber, que apresentou uma nova classificação, baseando no processo de erosão e sedimentação.
  • 1995, elaborada pelo professor do departamento de geografia da Universidade de São Paulo (USP), Jurandyr Ross. Seu trabalho tem como referência o projeto Radambrasil, um levantamento realizado no território brasileiro, entre 1970 e 1985, com um equipamento espacial de radar instalado em avião. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, planícies e depressões.

Sendo essa última a mais aceita dentre os estudiosos, podemos definir os conceitos da seguinte forma:

Planaltos – São formas de relevo elevadas, com altitudes superiores a 300 metros. Podem ser encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica. Nas bacias sedimentares, os planaltos caracterizam-se pela formação de escarpas em áreas de fronteira com as depressões. Formam também as chapadas, extensas superfícies planas de grande altitude. Com 2.995,30 metros, o pico da Neblina é o ponto mais alto do relevo brasileiro.

Depressões – São áreas rebaixadas em consequência da erosão, que se formam entre as bacias sedimentares e os escudos cristalinos. Algumas das depressões localizadas às margens de bacias sedimentares são chamadas depressões marginais ou periféricas. Elas estão presentes em grande número no território brasileiro e são de variados tipos, como a depressão da Amazônia Ocidental (terrenos em torno de 200 metros de altitude).

Planícies – São unidades de relevo geologicamente muito recentes. É uma superfície extremamente plana, sua formação ocorre em virtude da sucessiva deposição de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas. Normalmente, estão localizadas próximas do litoral ou dos cursos dos grandes rios e lagoas, como as planícies da lagoa dos Patos e da lagoa Mirim, no litoral do Rio Grande do Sul.

Veja também:

O Processo De Formação Do Território Brasileiro

FAQ – Perguntas frequentes formação do relevo

O que é relevo?

Podemos definir o relevo como as formas da superfície de um planeta. Esse relevo terrestre se origina e se transforma sob a interferência dos dois tipos de agentes.

Qual é o processo de formação do relevo?

A formação do relevo é defendida devido às irregularidades contidas na superfície da terra. Consideramos que a sua formação pode ter duas origens distintas, que são provenientes de fatores endógenos (internos) e exógenos (externos).

O que são os fatores endógenos?

Esses fatores internos chamados de endógenos, interferem na formação do relevo são por meio do tectonismo (movimento de placas tectônicas) e o vulcanismo (atividades de vulcões).
Sendo que, o tectonismo influencia na formação de relevo por meio das acomodações das placas que podem ser de aproximação ou de afastamento. Os movimentos dessas placas é provocado pela quantidade de calor existente dentro da Terra, criado pelo magma presente no núcleo terrestre, dando origem às correntes de convecção que podem ser convergentes e divergentes: a primeira quando as placas se chocam e a segunda quanto se afastam.
Já o processo de vulcanismo interfere na formação do relevo quando existe uma grande pressão no interior da Terra causadas também pela movimentação do magma, fazendo com que as camadas mais superficiais da crosta se rompem, expelindo lava para a superfície.

O que são fatores exógenos?

No caso dos fatores exógenos (externos), são formadas as alterações no relevo por meio de erosões. Nesses casos, o relevo sofre alterações, pois o escoamento, por exemplo, das águas o desgasta dando a ele gradativamente novas formas, como naquele ditado “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”.
Podemos citar as erosões pluviais e fluviais como principais agentes externos no processo de formação do relevo terrestre, no entanto existem outros agentes que podem causar alguma alteração.
No caso das geleiras, também são capazes de promover modificações no relevo através da erosão glacial, principalmente por meio das avalanches e porções de rochas se desprendem do topo, alterando, assim, o relevo do local. Também existe a modificação do relevo por meio da ação dos ventos, denominada erosão eólica.
O homem também é um agente externo de forte expressão no processo de transformação e formação do relevo, possuindo modificações são provenientes estritamente das atividades e das relações humanas. O homem, através do trabalho, transforma o relevo segundo os interesses econômicos ou mesmo para habitação.

Qual o processo de formação do relevo brasileiro?

relevo brasileiro possui uma formação bastante antiga que resulta, principalmente, da sucessão de ciclos climáticos e da ação das forças internas da Terra, como a movimentação das placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo.
Desta forma, existem diferentes classificações do relevo brasileiro, cada uma obedecendo a um critério. Dentre as mais conhecidas podemos citar:
1940 pelo professor Aroldo Azevedo, que utilizou como critério o nível altimétrico.
1950 pelo professor Aziz Ab´Saber, que apresentou uma nova classificação, baseando no processo de erosão e sedimentação.
1995, elaborada pelo professor do departamento de geografia da Universidade de São Paulo (USP), Jurandyr Ross. Seu trabalho tem como referência o projeto Radambrasil, um levantamento realizado no território brasileiro, entre 1970 e 1985, com um equipamento espacial de radar instalado em avião. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, planícies e depressões.

Qual a definição de planaltos?

Planaltos – São formas de relevo elevadas, com altitudes superiores a 300 metros. Podem ser encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica. Nas bacias sedimentares, os planaltos caracterizam-se pela formação de escarpas em áreas de fronteira com as depressões. Formam também as chapadas, extensas superfícies planas de grande altitude. Com 2.995,30 metros, o pico da Neblina é o ponto mais alto do relevo brasileiro.

Qual a definição de planícies?

Planícies – São unidades de relevo geologicamente muito recentes. É uma superfície extremamente plana, sua formação ocorre em virtude da sucessiva deposição de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas. Normalmente, estão localizadas próximas do litoral ou dos cursos dos grandes rios e lagoas, como as planícies da lagoa dos Patos e da lagoa Mirim, no litoral do Rio Grande do Sul.

Qual a definição de depressão?

Depressões – São áreas rebaixadas em consequência da erosão, que se formam entre as bacias sedimentares e os escudos cristalinos. Algumas das depressões localizadas às margens de bacias sedimentares são chamadas depressões marginais ou periféricas. Elas estão presentes em grande número no território brasileiro e são de variados tipos, como a depressão da Amazônia Ocidental (terrenos em torno de 200 metros de altitude).

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