Fraudes em Concursos: Polícia diz que servidores pagaram até R$ 120 mil por vagas

Na última quinta-feira (24), investigadores iniciaram a 8ª fase da operação Panoptes, que investiga fraudes em concursos. Alvos são servidores de órgãos como INSS, Defensoria Pública e Ministério Público da União.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que servidores pagaram até R$ 120 mil para “comprar” as vagas que ocupam atualmente em órgãos públicos federais.

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Segundo a apuração, os alvos fraudaram os processos seletivos para conseguir a aprovação, entre 2015 e 2017, e hoje atuam nos seguintes órgãos:

  • Defensoria Pública da União (DPU);
  • Ministério Público da União (MPU);
  • Ministério do Desenvolvimento Regional, antigo Ministério das Cidades;
  • Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao todo, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão cumpridos nas regiões do Distrito Federal Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste, Guará, Vicente Pires, Ceilândia, Park Way, Itapoã, Águas Claras e Gama. Também houve buscas nos estados de Goiás, Minas Gerais e Ceará.

De acordo com o delegado responsável, o repasse geralmente era feito por meio de transferência de veículos e imóveis, ou por empréstimo consignado contratado logo após a posse.

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Como funcionava o esquema

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De acordo com a Polícia Civil, a fraude ocorria por meio de um funcionário da banca examinadora que fazia os concursos.

Primeiramente, integrantes do grupo ficavam na porta de locais de prova, para tentar captar pessoas interessadas no esquema irregular.

Após ter posse dos nomes dos envolvidos, o funcionário da banca fazia alterações nos gabaritos das provas deles, garantindo que acertassem mais questões, garantindo que esses candidatos alcançariam boas colocações.

Segundo a polícia, a operação desta quinta foi focada apenas nos servidores beneficiados pelo esquema. O grupo que operacionalizava a fraude, de acordo com os investigadores, já foi indiciado em outras fases da operação.

Operação Panoptes

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A primeira fase da operação que investiga fraudes em concursos foi deflagrada no DF em 2016. Desde então, de acordo com a polícia, quase 70 investigados já foram indiciados.

Entre os membros da organização criminosa, segundo a Polícia Civil, estão pessoas que prestaram algum tipo de auxílio ao esquema e funcionários públicos aprovados ilicitamente em concursos.

Até o momento, os concursos das secretarias de Saúde e Educação do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros e do Superior Tribunal de Justiça foram alvos da operação.

O que dizem os órgãos

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Posicionamento dos órgãos de acordo com a entrevista cedida ao G1.

Antaq: “a ANTAQ não foi alvo da operação conduzida pela Polícia Civil do DF, mas estará à disposição para, se necessário, auxiliar os trabalhos investigativos”.

Ministério do Desenvolvimento Regional: “o Ministério do Desenvolvimento Regional esclarece que até o momento não foi notificado sobre a operação da Polícia Civil do DF e ainda não tem conhecimento de quem são os servidores”.

Defensoria Pública da União (DPU): “informa que ainda não foi notificada sobre a 8ª fase da Operação Panoptes, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Quando receber as denúncias, os órgãos internos de controle tomarão as medidas adequadas à apuração dos fatos e responsabilização, sempre respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
A DPU está à disposição da autoridade policial para prestar todas as informações que contribuam às investigações.
A instituição ressalta que zela pela estrita observância dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade em seu quadro de pessoal.”

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