História Contemporânea do Brasil: Da Independência a Redemocratização

A história contemporânea do Brasil é um período de grandes transformações para o país, que passou por diversas mudanças desde o final do século XIX até os dias atuais.

Nesse período, o Brasil passou por diversas fases, desde a proclamação da República (página na Wiki) e o Processo de Independência, a Revolução de 1930, a Ditadura Militar e a Redemocratização. Esses períodos ajudaram a definir nossa identidade como país e refletem a nossa sociedade até os dias de hoje.

Desde nossa proclamação de independência da colônia, o povo brasileiro teve de lutar e conquistar suas mudanças, passando por cima de interesses de poderosos e outras nações, para garantir seus direitos e continuamos lutando e não há sinais de que iremos finalmente descansar. Vamos falar sobre esses conturbados períodos da História Contemporânea do Brasil e, se você ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.

A Proclamação da República

A Proclamação da República e o Processo de Independência do Brasil aconteceu em 1889, quando o Imperador Dom Pedro II foi deposto e o país se tornou uma República Federativa. Nessa época, o país passou por diversas mudanças políticas, sociais e econômicas. No campo político, o Brasil passou a ter um governo presidencialista, com o presidente sendo eleito diretamente pelo povo. Além disso, foi criada a Constituição Federal, que estabeleceu os direitos e deveres dos brasileiros.

No campo social, o país passou a ter uma maior liberdade de expressão, com a liberação da imprensa e do jornalismo. Além disso, foram criadas leis trabalhistas que regulamentavam as relações de trabalho entre patrão e empregado. No campo econômico, o Brasil passou a ter uma economia mais aberta, com a abertura de portos para o comércio internacional. Além disso, foi criado o Banco do Brasil para controlar a inflação e o crédito.

Revolta da Armada

A Revolta da Armada (1893-1894) foi um movimento liderado por oficiais da Marinha brasileira que se opuseram ao governo republicano recém-instaurado. A revolta teve início em setembro de 1893, quando a esquadra brasileira se rebelou contra o presidente Floriano Peixoto, que havia demitido o almirante Custódio de Melo. Os rebeldes conquistaram a cidade de Florianópolis e seguiram em direção ao Rio de Janeiro, onde foram derrotados pelas forças governamentais. A revolta teve duração de cerca de dez meses e resultou em centenas de mortes.

Os motivos da revolta incluíam a insatisfação com as condições de trabalho e salário dos marinheiros, a falta de investimentos na Marinha e a percepção de que o governo estava enfraquecendo a instituição. Além disso, muitos oficiais da Marinha eram monarquistas e se opunham ao regime republicano.

A revolta começou em 16 de setembro de 1893, quando os navios Aquidabã e Riachuelo, que estavam em viagem pelo sul do país, se juntaram aos navios da esquadra que já estavam em Porto Alegre. Juntos, os navios partiram em direção ao Rio de Janeiro, onde pretendiam depor o presidente Floriano Peixoto. Em fevereiro de 1894, os rebeldes aceitaram uma proposta de anistia do governo e se renderam. Muitos dos líderes da revolta foram presos e condenados à morte, mas a pena foi posteriormente comutada para prisão perpétua.

Guerra de Canudos

A Guerra de Canudos foi um conflito armado que ocorreu entre 1896 e 1897, na região de Canudos, no interior do estado da Bahia, Brasil. O movimento liderado por Antônio Conselheiro, um líder religioso, social e político, reunia milhares de sertanejos que se uniram em torno de um ideal de construção de uma nova sociedade mais justa, igualitária e com base em valores cristãos.

O movimento ganhou força e apoio popular, mas também despertou a ira das elites locais e do governo republicano. O governo enviou três expedições militares para destruir Canudos e reprimir o movimento. A primeira expedição fracassou, mas as outras duas conseguiram invadir e destruir a comunidade.

Guerra de canudos
Momentos derradeiros do movimento de Canudos, no interior da Bahia (por Flávio Barros. Fonte: Wikipédia)

A Guerra de Canudos foi um conflito violento e sangrento, com muitas mortes de ambos os lados. A forma como o governo tratou o movimento de Canudos gerou muita controvérsia e debate na época, e até hoje é objeto de estudos e reflexões por parte de historiadores, sociólogos e antropólogos.

Alguns analistas veem na Guerra de Canudos um conflito que reflete as tensões e desigualdades sociais e econômicas presentes na sociedade brasileira da época. Outros apontam para a falta de compreensão do governo republicano sobre as complexidades e peculiaridades do sertão nordestino, que levou a uma abordagem militarista e violenta. No final das contas, a Guerra de Canudos deixou um legado histórico e cultural importante para o Brasil, e é considerada por muitos como um marco na luta por justiça social e igualdade no país.

Revolta da Chibata

A Revolta da Chibata foi um dos movimentos populares mais importantes do início do século XX no Brasil. A revolta foi liderada por marinheiros que estavam insatisfeitos com as condições de trabalho na Marinha, incluindo o uso da chibata como método de punição. A chibata era uma espécie de chicote feito de couro trançado que era usado para espancar os marinheiros que infringiam as regras da Marinha.

O movimento foi liderado pelo marinheiro João Cândido, conhecido como “Almirante Negro”, que liderou um grupo de cerca de 2 mil marinheiros em um motim que durou três dias. Os marinheiros exigiam melhores condições de trabalho, o fim dos castigos físicos e aumento salarial.

A revolta foi duramente reprimida pelas forças militares, com a Marinha bombardeando os navios dos revoltosos, mas acabou chamando a atenção da imprensa e da opinião pública para as condições precárias enfrentadas pelos marinheiros na Marinha. A revolta também teve impacto político, pressionando o governo a adotar medidas para melhorar as condições de vida dos marinheiros.

Após a revolta, o uso da chibata como método de punição foi abolido na Marinha, mas a luta dos marinheiros por direitos e melhores condições de trabalho e vida continuou. A Revolta da Chibata foi um marco na luta pela garantia de direitos dos trabalhadores no Brasil e sua memória ainda é lembrada como um símbolo de resistência e luta pelos direitos humanos.

A Revolução de 1930

A Revolução de 1930, ou a Era Getúlio Vargas, foi um movimento político que teve como objetivo a deposição do presidente Washington Luís e a instauração de um governo provisório, liderado por Getúlio Vargas. Nesse período, o país passou por diversas mudanças políticas, sociais e econômicas. No campo político, o governo Vargas criou a Constituição de 1934, que estabeleceu o presidencialismo de coalizão, em que o presidente precisava contar com o apoio de vários partidos para governar. Além disso, foi criada a Justiça do Trabalho, que regulamentava as relações entre patrão e empregado.

No campo social, o governo Vargas criou a Previdência Social, que garantia aposentadoria aos trabalhadores. Além disso, foi criada a Secretaria de Educação e Cultura, que tinha como objetivo melhorar a qualidade e a quantidade da educação no país. No campo econômico, o governo Vargas criou a Petrobras, que passou a ser a principal empresa de petróleo do país. Além disso, foi criado o Banco do Brasil, que tinha como objetivo controlar a inflação e o crédito.

A Ditadura Militar

A Ditadura Militar no Brasil foi um período de governo autoritário, que durou de 1964 a 1985. Nesse período, o país passou por diversas mudanças políticas, sociais e econômicas. No campo político, o governo militar criou a Lei de Segurança Nacional, que restringiu a liberdade de expressão e de imprensa. Além disso, foi criada a Lei de Anistia, que perdoou os crimes políticos cometidos durante o regime.

Caça ao estudante
Caça ao Estudante

Ato Institucional nº 5, conhecido também como AI-5, foi um decreto emitido durante o governo de Artur da Costa e Silva no dia 13 de dezembro de 1968. O AI-5 é entendido como o marco do período mais sombrio da ditadura e que concluiu de fato a instauração de um período ditatorial no Brasil. Esse ato institucional foi apresentado à população brasileira em cadeia nacional de rádio e foi lido pelo Ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva. Com doze artigos, o AI-5 e trazia mudanças radicais para o Brasil, proibindo, por exemplo, a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos.

Diretas Já

O movimento Diretas Já foi uma campanha popular que ocorreu no Brasil no início da década de 1980, durante a transição do regime militar para a redemocratização do país. A principal demanda do movimento era a realização de eleições diretas para a presidência da República. Desde o início do regime militar em 1964, as eleições presidenciais eram indiretas, ou seja, o presidente era eleito por um colégio eleitoral composto por parlamentares e delegados estaduais. Isso garantia ao governo militar um controle político absoluto, já que podia vetar candidatos que considerasse ameaçadores.

A ideia de eleições diretas para presidente ganhou força a partir da década de 1970, com o crescimento da oposição ao regime militar e a mobilização popular por direitos democráticos. No início dos anos 1980, a pressão pela volta das eleições diretas se intensificou, com o surgimento do movimento Diretas Já.

A campanha foi liderada por políticos, intelectuais, artistas e ativistas, e teve grande adesão popular. Foram realizados comícios e manifestações em várias cidades do país, com a participação de milhares de pessoas. A principal figura pública do movimento foi o então governador de São Paulo, Franco Montoro, que se tornou um dos principais porta-vozes da causa das Diretas Já. Embora a campanha tenha mobilizado grande parte da população, a emenda constitucional que permitiria as eleições diretas não foi aprovada pelo Congresso Nacional. Em 1985, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves como presidente, em uma votação indireta que marcou o fim do regime militar.

Apesar de não ter conseguido seu objetivo principal, o movimento Diretas Já teve um papel fundamental na luta pela redemocratização do país. A campanha ajudou a mobilizar a sociedade civil e a pressionar o governo militar por mudanças políticas e sociais. As eleições diretas para presidente só foram instituídas no Brasil em 1989, após a promulgação da nova Constituição.

A Redemocratização

A Redemocratização do Brasil aconteceu em 1985, quando o governo militar foi derrubado e o país passou a ter um governo civil. Nesse período, o país passou por diversas mudanças políticas, sociais e econômicas. No campo político, o país passou a ter um governo democrático, com o presidente sendo eleito diretamente pelo povo. Além disso, foi criada a Constituição de 1988, que estabeleceu os direitos e deveres dos brasileiros.

No campo social, o país passou a ter uma maior liberdade de expressão, com a liberação da imprensa e do jornalismo. Além disso, foram criadas leis trabalhistas que regulamentavam as relações de trabalho entre patrão e empregado. No campo econômico, o país passou a ter uma economia mais aberta, com a abertura de portos para o comércio internacional. Além disso, foi criado o Banco Central, que tinha como objetivo controlar a inflação e o crédito.

Movimentos Políticos

O Movimento Passe Livre (MPL) surgiu em 2005 em São Paulo, com o objetivo de lutar pela tarifa zero no transporte público. O movimento defende que o transporte é um direito social e que o custo deve ser financiado pelos impostos pagos pela população. Em 2013, durante as manifestações de junho, o MPL ganhou destaque nacional e milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades do país para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. As manifestações foram marcadas por confrontos com a polícia e vandalismo. Apesar disso, o movimento conseguiu mobilizar a opinião pública e forçar as autoridades a reduzir ou congelar as tarifas em algumas cidades.

Já o movimento #EleNão surgiu durante as eleições presidenciais de 2018, em oposição à candidatura de Jair Bolsonaro. O movimento reuniu principalmente mulheres, que se mobilizaram nas redes sociais e nas ruas em defesa da democracia, dos direitos das mulheres e da diversidade. O movimento ganhou destaque internacional e foi apoiado por artistas, intelectuais e políticos de diversos países. Embora Bolsonaro tenha sido eleito, o movimento #EleNão contribuiu para fortalecer a resistência ao governo e a luta por uma sociedade mais justa e inclusiva.

Movimento #elenão
Movimento #EleNão

FAQ

Quando ocorreu a Proclamação da República no Brasil?

A Proclamação da República no Brasil ocorreu em 1889.

O que foi a Revolução de 1930?

A Revolução de 1930 foi um movimento político que teve como objetivo a deposição do presidente Washington Luís e a instauração de um governo provisório, liderado por Getúlio Vargas.

Quando ocorreu a Ditadura Militar no Brasil?

A Ditadura Militar no Brasil ocorreu entre 1964 e 1985.

Quando ocorreu a Redemocratização do Brasil?

A Redemocratização do Brasil ocorreu em 1985.

Quais foram as principais mudanças políticas, sociais e econômicas durante a Ditadura Militar?

No campo político, o governo militar criou a Lei de Segurança Nacional, que restringiu a liberdade de expressão e de imprensa. No campo social, o governo militar criou o Bolsa Família, que tinha como objetivo ajudar as famílias de baixa renda. No campo econômico, o governo militar criou o Plano Real, que tinha como objetivo controlar a inflação e estabilizar a economia.

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