O que é morfossintaxe

Aqui vamos entender melhor que é a morfossintaxe, morfossintaxe do sujeito e o significado de morfossintaxe. Vamos lá?

Resumo morfossintaxe
morfossintaxe significado
Morfossintaxe faz é o estudo da gramática portuguesa que une morfologia e sintaxe

Significado morfossintaxe

Você sabe o que é morfossintaxe? A primeira vista essa palavra pode até assustar, mas não é nada que seja tão complicado assim. Em resumo, morfossintaxe é uma análise que combina a morfologia e a sintaxe. Sintaxe é a parte da gramatica que estuda as palavras enquanto elementos de uma frase, as suas relações de concordância, de subordinação e ordem, já a morfologia estuda as palavras de acordo com a classe gramatical a qual ela pertence.

Logo o significado de morfossintaxe é o estudo gramatical que relaciona a classe gramatical de uma palavra e sua função sintática na oração. Um resumo rápido desses dois conceitos para você não se perder:

A morfologia divide as palavras em dez classificações, sendo elas substantivo (comum, próprio, abstrato e coletivo), artigo (definido e indefinido), pronome (pessoal, possessivo, demonstrativo, relativo, indefinido e interrogativo), verbos (regular, irregular, defectivo e abundante) , adjetivos, conjunções (coordenativas e subordinativas), interjeições, preposições (essenciais e acidentais), advérbios (modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação e duvida) e numerais (cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários e coletivos.

Definições de classificações morfológicas na língua portuguesa
Definições de classificações morfológicas na língua portuguesa
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Já a sintaxe classifica as palavras em termos essenciais, integrantes e acessórios. Sendo eles: sujeito e predicado essenciais; complemento e agente da passiva integrante; adjunto adnominal, adjunto adverbial, e aposto acessórios; e por fim o vocativo que não exerce função e é usado como uma invocação, alguém ou algo sendo chamado. A sintaxe também possui elementos que compõe uma sentença, sendo eles as frases (declarativa, interrogativa, imperativa, exclamativa ou optativa), oração (subdividida em sujeito, predicado, complemento e adjunto) e períodos (simples ou compostos).

Diferenças entre analise sintática e morfológica
Diferenças entre analise sintática e morfológica
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Análise de morfossintaxe

Embora a analise sintática e analise morfológica sejam coisas distintas e possam ser pedidas em uma prova separadamente, ambas andam de mãos dadas, então fica mais fácil de entende-las quando se analisa em conjunto. Isso porque as funções sintáticas são definidas antes, então se, por exemplo, o adjetivo é um caracterizador, por estar sempre ao lado de um nome ou se relacionando a ele, a única função sintática será de adjunto adnominal. Por isso, é preferível que a análise morfológica anteceda a análise sintática.

A divisão desses dois conceitos é feita para facilitar as etapas do estudo, no entanto, a análise de forma e estudo são, basicamente, inseparáveis, e isso você vai perceber a seguir. Sendo assim, confira:

Morfologia e sintaxe são conceitos que estão sempre acompanhados, por isso existe a morfossintaxe
Morfologia e sintaxe são conceitos que estão sempre acompanhados, por isso existe a morfossintaxe
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Morfossintaxe na prática

Análise morfológica

A prova estava fácil demais.

A Artigo

Prova Substantivo

Estava Verbo

Fácil Adjetivo

Demais Advérbio

Análise sintática

No exemplo, a função do artigo “A” é de acompanhar o substantivo, que por sua vez, é um nome (numeral, pronome adjetivo ou artigo), logo, trata-se de um ajunto adnominal pois a sua função é de acompanhar o nome.

O substantivo tem a função de núcleo do sujeito, do objeto indireto ou direto, do predicativo, do agente da passiva, do complemento nominal e do aposto. Pode também exercer a função de adjunto adnominal ou adverbial, no caso em que compõe locuções adjetivas ou adverbiais. “Prova” é o único termo do exemplo que pode ter a função de núcleo do sujeito, por ser um substantivo.

O verbo, por sua vez, pode ser significativo (intransitivo, transitivo direto, indireto ou direto e indireto) ou de ligar o sujeito ao seu predicativo. Quando for significativo, ele terá a função de núcleo. Se sua função for de ligar o sujeito ao predicativo, ele receberá o nome de verbo de ligação. No exemplo, “Estava” é classificado como verbo de ligação, pois ele liga o sujeito (A prova) ao predicativo (Fácil demais).

O adjetivo pode ser núcleo do adjunto adverbial e do predicativo do sujeito, então precisamos conferir se se o adjetivo está posicionado ao lado de um nome, no sintagma nominal ou no sintagma verbal. No caso de acompanhar um nome, sua função é de adjunto adnominal. Se estiver no sintagma verbal caracterizando o sujeito, é um predicativo do sujeito, como “Fácil” uma vez que trata-se de uma característica do substantivo (Prova).

O advérbio é ligado a uma única função: núcleo do adjunto adverbial. Logo, “Demais” é um advérbio de intensidade, um adjunto adverbial.

Sabendo que “A prova” é o sujeito, fica mais fácil de classificar o sujeito e predicado. Caso o sujeito esteja explicito e só possui um núcleo, trata-se de um sujeito simples. E se o predicado é constituído de verbo de ligação, só pode ser um predicado nominal. Mas vamos reforçar isso um pouquinho.

Existem 5 tipos de sujeito
Existem 5 tipos de sujeito
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Morfossintaxe do sujeito e predicado

Existe 5 tipos de sujeito e é possível identifica-los com a pergunta “Quem?

  • Sujeito simples
  • Sujeito composto
  • Sujeito oculto
  • Sujeito indeterminado
  • Sujeito inexistente

Sujeito simples

Existe apenas um núcleo e ele é exposto, por exemplo:

  • Gatos são felinos domesticados. Quem são felinos domesticados? Os gatos.
  • Médicos são formados em medicina. Quem é formado e medicina? Médicos.
  • Você vai arrasar na prova. Quem vai arrasar na prova? Você.

Sujeito composto

Existe um ou mais núcleos, que também estão expostos na oração, por exemplo:

  • Alice e Jéssica são grandes amigas. Quem são grandes amigas? Alice e Jéssica.
  • Gregos e troianos se detestavam. Quem se detestava? Gregos e troianos.

Sujeito oculto

Também conhecido como elíptico ou desinencial, o núcleo é caracterizado pela desinência verbal e não é explicito:

  • Quero que a pandemia chegue ao fim o mais rápido possível. Quem quer? Eu.
  • Estamos sempre esperando pelo melhor. Quem está esperando pelo melhor? Nós.

Sujeito indeterminado

Sabemos que ele existe, porém ele não aparece na oração e é impossível identifica-lo:

  • Dizem que o que os olhos não veem, o coração sente. Quem diz? Não sabemos.
  • Contrata-se padeiro. Quem contrata? Não sabemos.

Importante ressaltar a função sintática do SE nesse último caso:

  • Partícula apassivadora acompanha o verbo transitivo direto e serve para indicar, que a frase está na voz passiva sintática, para a comprovação, colocamos a frase na voz passiva analítica. “Contrata-se pedreiro” se torna “Pedreiro é contratado“.
  • Índice de indeterminação do sujeito vem acompanhado de um verbo transitivo indireto (sem sujeito), um verbo de ligação. Serve para indicar que o sujeito é indeterminado estando em voz ativa. Nesse caso, não é possível por a oração na voz analítica. “Necessita-se de voluntários para a feira de adoção“.

Sujeito inexistente

Também chamado de oração sem sujeito, o sujeito é designado por verbos não correspondentes a ações, como fenômenos da natureza, tempo ou clima, verbo haver no sentido de ocorrer ou existir e afins:

  • Choveu muito na Europa e na China.
  • Não é comum nevar no Brasil.
  • equívocos na sentença.
  • Houve um espetáculo no centro da cidade.
Agora que você já sabe o que é morfossintaxe, é só estudar mais e tirar um 10
Agora que você já sabe o que é morfossintaxe, é só estudar mais e tirar um 10

Resumo morfossintaxe

Você já entendeu tudo até aqui, mas vamos reforçar o conceito, ok? Em resumo morfossintaxe é a junção da analise sintática e analise morfológica, sendo a morfossintaxe o resultado dessas duas análises. Para realizar a analise morfossintática, precisamos identificar as classificações morfológicas e sintáticas.

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