Regência Verbal Descomplicada: Como Usar Verbos com Precisão

A regência verbal é um desses aspectos fascinantes, onde alguns verbos, ao invés de seguir regras fixas, revelam uma flexibilidade surpreendente, permitindo diferentes tipos de complementos conforme o contexto.

Além disso, o estudo cuidadoso da regência verbal é essencial não apenas para uma comunicação eficaz, mas também como um trunfo valioso para o sucesso em exames desafiadores, como o Enem (site oficial) e a redação do ENEM 2023.

A regência verbal é um tópico importante da gramática que se refere à relação entre o verbo e os seus complementos, indicando como o verbo “governa” ou se relaciona com os termos que o acompanham na frase. Verbos como “aspirar,” “custar,” “implicar,” “informar” e “visar” protagonizam essa complexa teia linguística, exigindo precisão no uso.

Contudo, é importante não confundir com a concordância verbal. A regência verbal trata da relação entre o verbo e seus complementos, a concordância verbal lida com a flexão do verbo para concordar com o sujeito e, em alguns casos, com o objeto direto.

A Regência verbal determina se um verbo é transitivo (necessita de complemento) ou intransitivo (não necessita de complemento), além de indicar que tipo de complemento (objeto direto, objeto indireto, agente da passiva, etc.) o verbo exige. Vamos falar sobre esse aspecto da língua portuguesa e, se ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.

Como e Quando Ocorre a Regência Verbal

O estudo da regência verbal é uma parte fundamental da gramática da língua portuguesa. A regência se refere às relações que os verbos estabelecem com seus complementos na frase, indicando se eles são transitivos (necessitam de complementos) ou intransitivos (não necessitam de complementos) e qual tipo de complemento é exigido (objeto direto, objeto indireto, etc.).

1. Verbos Transitivos e Intransitivos:

  • Verbos Transitivos: São aqueles que necessitam de um ou mais complementos para que a frase tenha sentido completo. Exemplo: “Ele comprou um livro.”
  • Verbos Intransitivos: São aqueles que não precisam de complemento direto para formar uma frase com sentido. Exemplo: “Ele dormiu.”

2. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos:

  • Verbos Transitivos Diretos: Exigem um complemento direto, sem preposição. Exemplo: “Ele viu o filme.”
  • Verbos Transitivos Indiretos: Exigem um complemento indireto, com preposição. Exemplo: “Ele confia em você.”

3. Verbos de Ligação e Predicativos do Sujeito:

  • Alguns verbos não possuem um sentido completo em si mesmos e precisam de um predicativo do sujeito para complementar o sentido. Exemplo: “Ele ficou triste.”

4. Uso de Preposições:

  • Muitas vezes, a regência verbal envolve o uso de preposições que indicam a relação entre o verbo e o complemento. Exemplo: “Ela se interessa por astronomia.”

5. Verbos Defectivos e Anômalos:

  • Existem verbos que fogem das regras padrão de regência. Esses são chamados de verbos defectivos ou anômalos e têm formas especiais de uso. Exemplo: “Ele aspira a ser médico.”

6. Concordância Verbal:

  • A concordância verbal está relacionada à flexão do verbo para concordar com o sujeito da frase em número e pessoa. Exemplo: “Ela gosta de estudar.”

7. Agentes da Passiva:

  • Quando se forma a voz passiva, o verbo passa a ter agentes da passiva, que indicam quem realizou a ação. Exemplo: “O livro foi lido por ela.”

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A correta compreensão da regência verbal é fundamental para evitar erros de concordância e construir frases gramaticalmente corretas em português. Estudar e praticar a regência verbal é essencial para escrever de forma clara e precisa.

Verbos com mais de uma regência

Alguns verbos podem ter mais de uma regência, ou seja, podem ser seguidos por diferentes tipos de complementos dependendo do contexto. Esses exemplos demonstram como esses verbos podem mudar de significado ou exigir diferentes complementos com base na presença ou ausência de preposições específicas. Portanto, ao usar esses verbos, é importante considerar o contexto da frase para escolher a regência apropriada e garantir que a mensagem seja clara e precisa. Aqui estão alguns exemplos de verbos com múltiplas regências:

1. Aspirar:

  • Aspirar a: Nesse caso, o verbo “aspirar” significa desejar ou almejar algo. Exemplo: “Ele aspira a uma carreira de sucesso.”
  • Aspirar + objeto direto: Quando usado sem a preposição “a,” o verbo “aspirar” se refere a inalar algo, como ar ou fumaça. Exemplo: “Ela aspirou o perfume.”

2. Custar:

  • Custar a: Quando acompanhado da preposição “a,” o verbo “custar” indica dificuldade ou relutância em realizar algo. Exemplo: “Custou a ele admitir o erro.”
  • Custar + adjetivo ou advérbio: Sem a preposição “a,” o verbo “custar” é usado para expressar o preço ou valor de algo. Exemplo: “O vestido custou caro.”

3. Implicar:

  • Implicar com: Quando seguido da preposição “com,” o verbo “implicar” significa ter desavenças ou problemas com alguém. Exemplo: “Ela sempre implica com o irmão.”
  • Implicar em: Usado com a preposição “em,” o verbo “implicar” indica consequências ou envolvimento em algo. Exemplo: “Isso pode implicar em mudanças significativas.”

4. Informar:

  • Informar a: Quando acompanhado da preposição “a,” o verbo “informar” significa comunicar algo a alguém. Exemplo: “Ele informou a ela sobre o atraso.”
  • Informar sobre: O verbo “informar” também pode ser seguido da preposição “sobre” para indicar o assunto ou conteúdo da informação. Exemplo: “Informou sobre as novas políticas da empresa.”

5. Visar:

  • Visar a: O verbo “visar” pode ser usado com a preposição “a” para indicar a intenção ou o propósito de uma ação. Exemplo: “Ele visa a excelência em seu trabalho.”
  • Visar + objeto direto: Em algumas situações, o verbo “visar” pode ser usado sem preposição para indicar um alvo específico. Exemplo: “Ele visa o cargo de gerente.”

Diferença entre regência verbal e nominal

A principal diferença entre regência verbal e nominal está na relação entre o verbo e seus complementos:

  • Regência Verbal: Envolve a relação entre o verbo e seus complementos, indicando como o verbo “governa” ou se relaciona com esses termos na frase. Ela determina se o verbo é transitivo (exigindo complementos) ou intransitivo (não exigindo complementos), bem como o tipo de complemento (objeto direto, objeto indireto, etc.) necessário.
  • Regência Nominal: Envolve a relação entre um substantivo (ou um termo que funciona como substantivo) e os termos que o complementam, como adjetivos, artigos e preposições. Ela determina como esses termos se relacionam com o substantivo principal, concordando em gênero e número. Exemplo: “O amor pelo conhecimento é essencial.” Neste caso, “pelo conhecimento” é uma expressão de regência nominal, onde “amor” é o substantivo principal e “pelo” é uma preposição que o complementa.

FAQ Rápido

O que é regência verbal?

Regência é o estudo da relação entre o verbo e o seu complemento. O verbo é o elemento principal da frase, e o seu complemento é o elemento que se relaciona com ele. Existem três tipos principais de regência: direta, indireta e oblíqua.

O que são os casos de regência?

Os casos são os diferentes modos como o verbo pode se relacionar com o seu complemento. Por exemplo, o verbo “amar” pode ser usado com o caso nominativo, quando o complemento é o sujeito da frase, ou com o caso acusativo, quando o complemento é o objeto da frase.

Quais são alguns exemplos de regência?

A regência é usada em muitas frases em português. Por exemplo, na frase “Eu quero ver o filme”, o verbo “ver” é seguido diretamente pelo seu complemento “o filme”. Na frase “Eu quero assistir ao filme”, o verbo “assistir” é seguido pela preposição “a” e depois pelo seu complemento “o filme”. Na frase “Eu quero que você veja o filme”, o verbo “veja” é seguido pela conjunção “que” e depois pelo seu complemento “o filme”.

Por que é importante entender a regência?

É importante entender a regência para usar corretamente as palavras e expressões em uma frase. A regência não é apenas importante para a escrita, mas também para a fala.

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